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Economia: Decisão nos EUA vai afetar a economia do Brasil em 2022

A economia brasileira não está em sua melhor fase atualmente, contudo, uma nova decisão do FED pode deixar as coisas ainda mais salgadas.

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O dólar que no momento de escrita está cotado em R$ 5,60 e pode abrir margem ainda maior em relação ao real no próximo ano. O motivo seria o último pronunciamento do FED (Federal Reserve) — Banco Central norte-americano. Mas não apenas a economia do Brasil deve sentir o impacto da decisão, como todos os países emergentes. 

O pronunciamento veio a público nesta semana, mas o impacto deve chegar em médio ou longo prazo. Portanto, em um país como o Brasil, em que o dólar já está supervalorizado, o efeito pode ser maior. Assim, a economia vai sentir a pressão, e quem já se encontra em um muro quando o assunto é compra internacional, sem dúvida, vai sentir a diferença.

Como esta decisão impacta a economia brasileira? 

Primeiramente vamos falar o que vai acontecer com os países emergentes, bem, boa parte dos estrangeiros investem em outros países. Isso porque o lucro será maior por conta dos juros. Contudo, se os juros do seu país são maiores que os dos países em que investe, qual é a lógica? Movimentar os investimentos para o seu país. 

Boa parte dos investimentos na economia brasileira são estrangeiros, mas outras questões já estavam afastando estes investidores. As motivações relacionadas às polêmicas políticas e mudanças no arcabouço fiscal. Então o maior reflexo na economia brasileira pode ser apenas a alta do dólar.

Uma das respostas dos países emergentes em relação a isso para salvar a própria economia seria o aumento dos juros. Portanto, Rodrigo Franchini (Monte Bravo), aponta que “Não adianta subir os juros depois dos Estados Unidos se nós já não somos atrativos.”. Desse modo, corremos o risco de perder os investidores estrangeiros que ainda restam.

Além do dólar aumentar o seu valor e tornar o nosso poder de compra internacional menor, há outro efeito que pode atingir a nossa economia. A alta dos juros pode afetar diretamente o crescimento das empresas, ainda mais as de capital aberto. Isso, sem dúvida, contribui para uma taxa de desemprego ainda maior. 

Mas o que realmente o FED decidiu? 

O FED chegou à conclusão de reduzir os estímulos à economia norte-americana. O programa foi adotado durante a pandemia do novo corona vírus, contudo, a injeção de tanto dinheiro uma hora surtiria efeito. E ele está chegando agora, e embora o verdadeiro impacto esteja previsto para o ano que vem, é possível que alguns sinais sejam visíveis ainda em novembro.

Desde o início do estímulo, mais de 4 trilhões de dólares foram inseridos nos EUA, o que não é um bom sinal normalmente. Afinal, a emissão de moedas fiduciárias em excesso causa uma desvalorização em relação a outras economias. E mesmo assim, pouco efeito fez em relação ao real, que chegou a ocupar a 5ª posição entre as piores moedas do mundo em 2021. 

Então, se a injeção de dólar não fez o preço dele cair, podemos esperar uma alta e números maiores do que os registrados antes. Além disso, vale lembrar que as decisões políticas, assim como a eleição presidencial no próximo ano, podem colaborar com a desvalorização do real. 

Na prática, os EUA vão reduzir a compra por mês de US$ 120 bilhões em títulos de fundos de investimentos, bancos e outros investidores, para apenas US$ 15 bilhões. Isso deve ocorrer até o final de 2022, quando encerra o programa de incentivo à economia. Contudo, o movimento chamado “tapering” vai reduzir, e pode até estagnar, a liquidez do mercado. E é exatamente isso que fará as taxas básicas de juros aumentarem.

Não se fala em um valor exato do dólar no próximo ano, mas tudo o que se prevê é alta. De todo modo, o melhor que os países emergentes podem fazer é esperar, e pensar na melhor maneira de rebater isso. Lembrando que aumentar os juros locais, talvez não seja a melhor solução no momento.

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